Apenas 1% das empresas de todo o mundo ditam as regras e governam a economia
Estudo realizado por pesquisadores do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, concluiu que apenas 1%, das milhões de empresas existentes em todo o mundo, dominam as redes globais e o poder econômico do planeta, a maioria, instituições financeiras.
Usando cálculos matemáticos e mapeamento de dados sobre a propriedade corporativa, visibilidade, mídia e até slogans mais ouvidos em protestos, a conclusão foi publicada na revista New Scientist e confirma as teorias das manifestações também, praticamente globalizadas.
Das 43 mil empresas transnacionais consideradas mundialmente as mais importantes, apenas 147, em sua maioria bancos, detêm poder desproporcional, exercendo influência direta em diversos acontecimentos globais.
No momento em que protestos alastram-se mundo afora contra o poder financeiro, o estudo pode ratificar o que todos já sabemos. Entre as maiores 43.000 empresas multinacionais apenas um pequeno grupo, sobretudo bancos, arregimentam um enorme poder capaz de promover mudanças bruscas, crises e até guerras em todo o planeta.
Não obstante às esperadas críticas e tentativas de desacreditar o estudo, por razões óbvias, trata-se de um trabalho sem precedentes na tentativa de desembaraçar o controle da economia global ou, no mínimo, alertar a população sobre os arranjos e armadilhas escondidos em meio a essa barafunda que é a economia mundial.
O estudo liderado por três teóricos do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, que arregimentou cientistas de várias áreas, é o primeiro a ir além da ideologia para identificar, empiricamente, a chamada rede do poder que, na prática, domina o mundo controla as tendências, dita as regras, patrocina campanhas, ONGs, políticos, imprensa e idealiza o controle total e absoluto do mundo e das pessoas.
As 50 mais-mais das 147 selecionadas entre milhões de empresas
* Lehman still existed in the 2007 dataset used
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