A Agulha Hipodérmica e
o Manual de enganação. Como iludir a todos, mentindo o tempo todo. Até com
boatos
O Brasil inovador do
século XXI, que inventou os avanços para trás, retornando à época de colônia,
fornecedor de matéria prima, loteando seu território, com população
desinformada, submisso, educação forjada, Acaba de inventar mais uma.
Os intelectos e
misteriosos "especialistas" criaram o boato com fonte, pleonasmo com
a agulha hipodérmica.
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| Harold Lasswell |
O boato sobre o fim do
Programa Bolsa Família, cujo embrião remonta ao Governo do Presidente Ernesto
Geisel, só tem um beneficiado. O doador, mesmo que seja com chapéu alheio.
No
estudo da comunicação há vários subconjuntos. Boatos e propaganda são alguns
deles, e intrinsecamente ligados ou interligados. No bom e popular português.
Com tudo a ver.
Em
1927, Harold Lasswell, pioneiro nos
estudos sobre propaganda, em seu sentido de controle da opinião por
simbologias, definiu os primeiros conceitos, incluindo o boato como arma de
controle e manipulação das massas, usando a mídia para reforçá-lo. Seu modelo de comunicação, em síntese é quem diz
o quê a quem,
por que canal e com que efeito.
Arma indispensável para governantes manipular
De acordo com Lasswell,
pode se definir a propaganda como a técnica de influenciar a ação humana pela
manipulação das representações, simbologias, por boatos, rumores, relatos,
imagens e outras formas de comunicação social.
Para ele, a propaganda
é arma indispensável para governantes manipular e controlar a opinião pública.
Isto é, fundamental para gerar, criar, angariar apoio das massas ao governo.
Os estudos de Lasswell
ocorreram em momento de grandes perturbações política, social e econômica e,
por consequência, pelo surgimento de regimes totalitários em várias partes do
mundo e o início de grandes conflitos, como 10 anos depois, com a II Grande
Guerra, onde o boato foi arma mortal e seus estudos foram de grande valia na
manipulação, na desinformação, nas táticas, usados para confundir.
Agulha
hipodérmica
Suas teorias foram
logo apelidadas de agulha hipodérmica. Tem
como princípio o imenso poder dos meios de comunicação sobre as massas. A teoria
hipodérmica parte da ideia behaviorista (comportamento, conduta por meio
de estímulo) de que a toda resposta corresponde um estímulo, pois não há resposta
sem estímulo, ou estímulo sem resposta. (Vide os cães de Pavlov).
Os indivíduos são
estudados e compreendidos de acordo com suas reações aos estímulos recebidos.
Depois, claro, manipulados, usados, abusados, imbecilizados ... Embolsados etc..
A Arte da Guerra, com propaganda
Um dos mais
importantes trabalhos de Lasswell foi Propaganda technique in world war, (em inglês) de 1927, onde desenvolve o conceito de propaganda
na guerra. Uma espécie de A Arte da Guerra, com propaganda, boatos etc..
Outra importante obra
é Mass Communication Research,
centra-se em dois pontos concretos: os efeitos das mensagens midiáticas e a
análise de conteúdo para descobrir as razões da influência direta total sobre
as audiências, então atribuídas aos mídias e a teoria linear da agulha hipodérmica
(um modelo direto de causa e efeito) que procurava trabalhar a forma mais
eficaz de influenciar as massas.
"Propaganda",
nesse caso, tem sentido bem mais abrangente do que aquilo que conhecemos por
"comerciais". Vai além, muito além. Trata-se da difusão de concepções,
idéias, ações, atitudes por meio dos sistemas de comunicação de massa (rádio,
jornal, TV, cinema, revista) e, claro, boatos. Muitos boatos, que engrossa a
difusão de idéias pelos meios, digamos, "informacionais". Na
indústria do entretenimento, nisso a que chamam de ensino, "cultura",
livros didáticos, apresentadores de rádio e TV etc..
No resumo da ópera,
trata-se de estudos e pesquisas que dimanaram num manual de enganação. Como
iludir a todos, mentindo o tempo todo. Até com boatos. Anestesiar.
No caso do Bolsa
Família, até o pleonástico "boato falso", vociferado (aos berros?)
pela mandatária, entrou nessa lata de lixo em que se transformou a comunicação.
E a submissão e
conluio são tão descarados que, à noite, algumas emissoras de rádio (pelo
menos) editaram o discurso da mandatária e cortaram o termo "boato
falso". Ficou só o boato. E não é boato, eu ouvi o antes e o depois.
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| O bilhetinho... Só a mídia 'acreditou' no acaso... |
Contaram-me
que o 'me disseram' é o agente transmissor de 99% das notícias do comum,
reportagem dos jornais-falados cotidianos, mantidos nas ruas pela força
redatorial do anonimato, a rádio peão, reforçada pelos espaços livres,
libertários e libertinos da cibernética...
E
com tantas espertezas de plantão, logo o governo não saberia disso?
Bem antes de Lasswell Voltaire já estava atento a isso.
Quando perguntaram-lhe sobre o princípio
de uma notícia, respondeu:
–
Não estou bem certo porque me disseram… E
Voltaire nem sonhava com internet...
Contam
que consta que para Cândido de Figueiredo, o me disseram é o habeas-corpus da vaguidade da fonte originária informativa e
dentro dessa irresponsabilidade espolia-se, livre, a imaginação solta do narrador,
é, pois, do domínio psicológico, um elemento de clara e nítida força...
E
ele disse mais: sustentados pela pujança seivosa da inventiva sem possibilidade
do ônus da prova, ninguém exige a documentação nem as credencias do depoente
interessado na divulgação gratuita...
Mas alguns lucram, e muito
E
quem é o mais interessado nessa divulgação gratuita? Quem? Quem? Quem?
Seria
por acaso algum governo que no populismo
irresponsável manipula a informação?
Seria
por acaso algum governo que no populismo irresponsável manipula a população?
Seria
por acaso algum governo que no populismo irresponsável distribui bolsa merreca
para manter o cabrestão?
Seria
por acaso, algum governo que no populismo irresponsável distribui bolsas para
desocupados e importa para obras, a mão?
Seria
por acaso algum governo que no populismo irresponsável tentando justificar-se
perante a opinião pública cansada de tanta exploração?
Seria
por acaso algum governo que no populismo irresponsável pensa apenas no agora,
na reeleição e jamais no futuro da Nação?
Seria
por acaso algum governo de populismo irresponsável que com seus avanços pra
trás reedita os tempos dos dois efes de Gregório, um de furtar e outro de foder?
Ou nada disso existe e são apenas
boatos?
Se
o boato "é falso" como bradou e rebradou a mandatária, teria sido um
teste para saber da reação no curral eleitoral para um fim das bolsas mamatas?
Seria
uma ideia aloprada, de uma ministra aloprada, para um Governo aloprado, usando
as teorias alopradas?
Seria
uma forma de fazer-se de vítima, de magnânima, de mãe dos pobres, enquanto a
oposição é a madrasta ruim, que quer acabar com a bolsa minas tetas um dia
secam?
Boato
falso não existe, senhora. Existe esperteza. Existem boatos. E boato é uma arma
poderosa, serve muito bem para desviar o foco. Por exemplo, vigia o Bolsa aqui, médicos cubanos entram por ali...
E
não é boato - além dos esperto oficiais - existem esperto amadores, que também
estudam e observam a comunicação.
“Na boca de
quem não presta quem presta não vale nada.”.
Ainda no BLOGDOJUA
Que é isto, companheiro? De volta para o passado?







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